O Alargamento da União Europeia
Inicio aqui, com este primeiro artigo, o primeiro debate neste blog. Para isso nada melhor que começar aqui pela nossa "casa", e falar um pouco acerca do alargamento da União Europeia. Estou certo de que poderá suscitar muitas dúvidas, muitas interrogações, mas com certeza chegaremos a uma conclusão.
A União Europeia cresce a cada ano que passa, através da sua estratégia de "alargamento e aprofundamento" foi evoluindo ao longo de todos estes anos. No que diz respeito aos futuros alargamentos, neste momento encontram-se já de certa forma avançadas as negociações de adesão com a Bulgária e Roménia, que previsivelmente irão aderir em 2007, de acordo com dados dos orgãos institucionais da União.
Por outro lado, foi decidido à cerca de um ano que a Turquia cumpria todos os critérios políticos de Copenhaga e já em 2004 se iniciaram as negociações de adesão, cuja duração neste momento é quase incerta, apesar de ser unânime que estas não se deveriam prolongar por muito tempo.
Quando se realizem estes três adesões, que são as mais prováveis neste momento, a Europa poderá passar a contar com 28 membros. Terá uma extensão de mais de 5 milhões de Km2, e ultrapassará os 530 milhões de habitantes. Pelo que só estes 3 países candidatos e os 10 do último alargamento representam um aumento de cerca de 37% da população comunitária e 30% da sua superfície, no entanto, apenas representam, todos juntos, cerca de 5% do seu Produto Interno Bruto.
Ainda assim, mesmo estando o processo de integração europeia muito avançado não se poderá afirmar com clareza que tal acabará por aqui, uma vez que ficam de fora muitos outros países que poderão reunir condições para a adesão, isto supondo que a Turquia irá aderir mais tarde ou mais cedo, e que portanto, este país marcará um ponto de viragem na União Europeia actual, porque ditará o tipo de Europa que vamos ter daqui para a frente. Podemos dizer que, a Turquia marcará a diferença caso adira à União, uma vez que se abrirão as portas a outros países que até aqui seria vedado o acesso à abertura de negociações.
Por outro lado, foi decidido à cerca de um ano que a Turquia cumpria todos os critérios políticos de Copenhaga e já em 2004 se iniciaram as negociações de adesão, cuja duração neste momento é quase incerta, apesar de ser unânime que estas não se deveriam prolongar por muito tempo.
Quando se realizem estes três adesões, que são as mais prováveis neste momento, a Europa poderá passar a contar com 28 membros. Terá uma extensão de mais de 5 milhões de Km2, e ultrapassará os 530 milhões de habitantes. Pelo que só estes 3 países candidatos e os 10 do último alargamento representam um aumento de cerca de 37% da população comunitária e 30% da sua superfície, no entanto, apenas representam, todos juntos, cerca de 5% do seu Produto Interno Bruto.
Ainda assim, mesmo estando o processo de integração europeia muito avançado não se poderá afirmar com clareza que tal acabará por aqui, uma vez que ficam de fora muitos outros países que poderão reunir condições para a adesão, isto supondo que a Turquia irá aderir mais tarde ou mais cedo, e que portanto, este país marcará um ponto de viragem na União Europeia actual, porque ditará o tipo de Europa que vamos ter daqui para a frente. Podemos dizer que, a Turquia marcará a diferença caso adira à União, uma vez que se abrirão as portas a outros países que até aqui seria vedado o acesso à abertura de negociações.
Depois do quinto alargamento, ficou bem patente que a reconstrução europeia iniciada na década de 50 está já muito avançada, mas mesmo assim incompleta. É unânime que a UE tem feito de tudo para se adaptar a pouco e pouco às especificidades de cada um dos seus estados membros e mesmo aos candidatos, pelo que não é de estranhar que os três países ocidentais não comunitários (Albânia, Bósnia-Herzegovina e a Servia e Montenegro) encontrarão fórmulas juntamente com a UE para a sua futura integração a par da integração de todos os países que fazem parte dos Balcãs. Contudo muito mais complicada é a tarefa respectiva à aproximação e integração dos países da Europa oriental, alguns dos quais como a Bielorússia e a Moldávia estão muito distantes de cumprir os requisitos mínimos de adesão e para tal é mais difícil que sejam possíveis países candidatos, ainda que na prática sejam países que pertencem àquilo a que chama-mos Europa.
Desta forma, destaco aqui dois países que pela sua importância merecem mais atenção, é o caso da Turquia e da Rússia, os dois grandes estados, ao mesmo tempo, europeus e asiáticos, onde o primeiro é já candidato desde 1999 e com negociações iniciadas desde o passado ano de 2004 e aqui já não existe qualquer dúvida acerca da integração da Turquia na UE, apesar de existirem muitas dúvidas entre os europeus, países e cidadãos, devido à sua cultura otomana e islâmica muito pouco vinculada à cultura europeia. Deixo assim, esta última questão para debater em futuras entradas neste blog.
Do outro lado temos a Rússia, que se pode afirmar, é o contrário da Turquia. A Rússia foi um país que contribuiu em muito para a cultura existente na Europa actualmente, mas a sua grande extensão e número de população iriam representar dificuldades acrescidas para a UE aquando da negociação de todo o acervo comunitário. Contudo, as futuras adaptações da UE poderão viabilizar a longo prazo a integração desta, caso manifeste interesse nisso, tal como já o fez com outros países já pertencentes à União.
A Europa começou com 6 membros, hoje tem já 25. Amanhã terá 27 e depois 28, talvez um dia este número chegue a ultrapassar os 40 e com o mesmo número de línguas, com uma moeda comum, uma política externa e de segurança comum, com instituições comuns e regras ou normas bem regulamentadas, com grandes diferenças culturais e sociais.
Aqui lanço algumas interrogações acerca do futuro da Europa, será viável uma Europa com cerca de 40 membros? Poderia conseguir-se, de maneira uniforme, o desenvolvimento e bem-estar de todos ao mesmo tempo? Continuaria a Europa a várias velocidades, hoje já existente?
São questões de extrema importância, num período em que a Europa se prepara para enfrentar o futuro que se mostra sombrio, num período em que a Europa terá de fazer as suas opções. São questões com resposta muito difícil e complexa mas que se pensarmos ser legítimo que os critérios políticos são respeitados por todo o continente e temos hoje níveis de bem-estar, não dos melhores mas de certa forma são aceitáveis, será também aceitável uma Europa diversificada, tal como são diversificadas as regiões dentro de cada um dos países.
Desta forma, destaco aqui dois países que pela sua importância merecem mais atenção, é o caso da Turquia e da Rússia, os dois grandes estados, ao mesmo tempo, europeus e asiáticos, onde o primeiro é já candidato desde 1999 e com negociações iniciadas desde o passado ano de 2004 e aqui já não existe qualquer dúvida acerca da integração da Turquia na UE, apesar de existirem muitas dúvidas entre os europeus, países e cidadãos, devido à sua cultura otomana e islâmica muito pouco vinculada à cultura europeia. Deixo assim, esta última questão para debater em futuras entradas neste blog.
Do outro lado temos a Rússia, que se pode afirmar, é o contrário da Turquia. A Rússia foi um país que contribuiu em muito para a cultura existente na Europa actualmente, mas a sua grande extensão e número de população iriam representar dificuldades acrescidas para a UE aquando da negociação de todo o acervo comunitário. Contudo, as futuras adaptações da UE poderão viabilizar a longo prazo a integração desta, caso manifeste interesse nisso, tal como já o fez com outros países já pertencentes à União.
A Europa começou com 6 membros, hoje tem já 25. Amanhã terá 27 e depois 28, talvez um dia este número chegue a ultrapassar os 40 e com o mesmo número de línguas, com uma moeda comum, uma política externa e de segurança comum, com instituições comuns e regras ou normas bem regulamentadas, com grandes diferenças culturais e sociais.
Aqui lanço algumas interrogações acerca do futuro da Europa, será viável uma Europa com cerca de 40 membros? Poderia conseguir-se, de maneira uniforme, o desenvolvimento e bem-estar de todos ao mesmo tempo? Continuaria a Europa a várias velocidades, hoje já existente?
São questões de extrema importância, num período em que a Europa se prepara para enfrentar o futuro que se mostra sombrio, num período em que a Europa terá de fazer as suas opções. São questões com resposta muito difícil e complexa mas que se pensarmos ser legítimo que os critérios políticos são respeitados por todo o continente e temos hoje níveis de bem-estar, não dos melhores mas de certa forma são aceitáveis, será também aceitável uma Europa diversificada, tal como são diversificadas as regiões dentro de cada um dos países.
Porque não?
